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Afrografias da memória

Leda Maria Martins

 

ISBN: 978-85-71603-24-5

 

196 páginas

 

Tamanho: 16 X 23 cm

aguardando reposição

 

Descrição

Afrografias da Memória, co-edição de Editora Perspectiva e MAZZA EDIÇÕES, foi recolhido na comunidade de congadeiros da região do Jatobá, em Belo Horizonte. Trato de honra entre mestre congadeiro e a pesquisadora nas­cida e crescida na tradição da comunidade; desafio acadêmico perante o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPQ, que financiou a pesquisa. A autora vale-se de fotografias e partituras das canções do reinado para conseguir seu intento.

 

''As vias pelas quais o negro foi imprimindo o seu esthos na vida cultural brasileira não são, sem dúvida, em sua parte principal e talvez mais significativa, as que cruzavam os espaços sociais onde se celebravam os grandes fastos da cultura luso-ocidental e em que se consagravam os valores hierárquicos de seu código alto. Nem os retratos oficiais, nem as academias culteraneas, nem os rapsodos de plantão, nem os escribas caligráficos guardaram registros dos roteiros pelos quais este ouro da expressão e da vicência do povo afro, garimpado na escravidão e na alienação, transitou dos minas, por exemplo, para as minas. Discriminado, marginalizado, ficou obliterado no anonimato das senzalas, dos quilombos e dos reinados do Rosário. E é justamente aí que Leda Martins foi buscá-lo para trazer à luz, em Afrografias das Memória, seu trans-seminante e translumbrante legado que, indeclinável, continua pulsante nas formas mais intrínsecas do feitio deste Brasil de tantos Brasis.

Reprojetando e reconfigurando no universo textual do livro a textualidade oral afro-brasileira, focalizada nos Reinos Negros e nas congadas das Minas Gerais, a escritora recupera as grafias da oralitura em transcriações das inscrições ágrafas preservadas pelos congadeiros, em seus ritos e celebrações. Para este reescrever, que é uma leitura de entrega e vigília, se, de um lado, num primeiro passo, deixa-se possuir pelas vozes do sortilégio e da exaltação anímica, de outro, e com inteira deliberação, distancia-se do encantamento, assumindo o lugar epistemológico de sua condição autoral que grava sapientemente, no tracejado dos caracteres, os ecos reverberados pelas estrias da memória no transcrito da rememoração''.

 

J. Guinsburg

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